Ojiya|おじや

30.10.2018

 

 

Também é chamado de ZÔUSUI 雑炊, é um prato típico da gastronomia popular japonesa. Em uma tigela é servido o arroz cozido no caldo de legumes, peixes ou carnes, semelhante a uma canja.

 

Ontem estava no balcão do IZAKAYA MATSU (Av. Pedroso de Morais, 403 em Pinheiros) comemorando a aniversário da minha sogra, Dona Kikuyo Oshita. Mora na pacata cidade de Biritiba-mirim, nunca havia visitado um Izakaya. Então a sugestão foi um lugar que gosto e frequento desde a sua abertura.

 

Por um milagre, conseguimos ocupar um grupo de 7 pessoas no balcão. Em dias normais, nem em mesa se consegue sentar. Pois bem, depois de nos acomodarmos é aquela coisa: Pode pedir o que quiser, minha sogra. 

 

Comeu de tudo. Takoyaki, Sanma grelhado, Okonomiyaki, Empanado de Lula, Shogayaki de Lula, Conserva de alho, Meca ao Saikyô Missô, bebemos cerveja, sake, highball, aquela farra culinária. Tudo muito bom e a enorme satisfação de minha sogra.

 

Só que meu cunhado Julio Payão reparava na linda panela de cerâmica que estava no fogão, bem a nossa frente. Me pergunta o que é e eu respondo: É um Nabe. É um cozido de qualquer ingrediente.

 

O que a gente não sabia, era que aquele Nabe era uma gentileza da casa à nossa aniversariante. Bom, não há a necessidade em dizer na alegria do grupo. Uma abundância de camarões, centolla, legumes e verduras, peixes, shiitakes e shimejis.

 

Eu mesmo servi à todos e minha sogra: Que Dashi espetacular. Praticamente ela é uma Chef de Cozinha para a nossa família. Toda vez que vamos à Biritiba Mirim, ela nos serve tanta comida boa, que em média, preciso de 2 horas de descanso antes de voltar para São Paulo.

 

Exigente como ela é, estava adorando tudo. Tinha razão, belíssimo Dashi de Kani, o que seria um crime não aproveitar o caldo que restava. Então, Sergio Ouba nos pergunta se deseja colocar arroz ou macarrão Udon. Eu mesmo respondi: Vamos de Arroz!!

 

Faz tempo que não como um Ojiya. Muitos fazem uma pequena confusão com relação ao OKAYU お粥. O Okayu tem o mesmo preparo do Arroz comum, só que com mais água, deixando os grãos moles e líquidos. Servido para quem está indisposto ou sem muita fome. Pode colocar como acompanhamento, batata-doce, chá verde, pedacinho de frango. O caldo não tem gosto ou quase nada de tempero.

 

Já o Ojiya, coloca-se o arroz cozido no caldo pronto e cozinha novamente. O que o Sergio fez foi o caminho do meio. Colocou o arroz cru e cozinhou os grãos para que absorva mais ainda o caldo de Kani. E momentos antes de servir, estoura um ovo dentro e encerra o cozimento.

 

 

Olha, se o Matsu já me apresentou um prato que me encantou profundamente com o delicioso Katsudon, agora tem o Ojiya maravilhoso e ainda de presente. Era de cair o queixo de tão bom. Óbvio que depois de tantas delícias, não conseguimos comer tudo. Pedimos para levar para viagem, já que o Ojiya segue o pensamento do Mottainai 勿体無い, ou o Não Desperdício.

 

E o que me deixou bem comovido e feliz, foi quando o Toshi Akuta pergunta à minha sogra: Tá tudo bem? 

 

Mesmo que para mim, nunca tenha perguntado nos quase 3 anos de frequência, fiquei bem contente com o Omotenashi dele.

 

Mais uma vez, o pessoal do Izakaya MATSU está de parabéns. Muito obrigado!

 

ご馳走様でした。

 

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